
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os índices de mortalidade materna na América Latina tiveram um aumento de 15% nos últimos cinco anos, o que totaliza mais de oito mil mortes de mulheres a cada ano na região. De acordo com um estudo da Fiocruz, a principal causa de morte materna no mundo são as hemorragias. No entanto, no Brasil, a principal causa de morte está relacionada a síndromes hipertensivas (pré-eclâmpsia e eclâmpsia). Em ambos os casos, os cuidados com a gestação e acompanhamento médico são fundamentais para uma gestação saudável e segura.
A ginecologista e obstetra credenciada ao Cartão Saúde São Gabriel, Cândida Carvalho, revela que manter um estilo de vida saudável e o acompanhamento regular é essencial para assegurar a saúde da mãe e do bebê. “Os cuidados pré-natais ajudam a detectar e tratar precocemente possíveis complicações, além de oferecer orientações para uma gestação saudável, bem como um parto tranquilo”. A especialista reforça que as visitas médicas são importantes, sendo necessário seguir na rotina todas as orientações para a vacinação e realização de exames de sangue e urina.
Ainda de acordo com a OPAS, as complicações no antes, durante e pós-parto representam 75% das causas de morte, sendo elas devido, principalmente, à hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), hemorragias graves, infecções e complicações no parto. Outros problemas também podem se agravar ou surgir durante a gravidez, caso a mulher não adote hábitos adequados. Assim, a profissional orienta que o maior consumo de água e uma alimentação balanceada, evitando comidas ricas em açúcar e industrializados, são essenciais.
“É preciso tomar vitaminas pré-natais conforme recomendação médica, especialmente ácido fólico, ferro e, em casos de alto risco de pré-eclâmpsia, a depender da avaliação, deve-se fazer o uso de AAS e carbonato de cálcio”, recomenda. A especialista ainda reforça que os hábitos devem ser mantidos para que não haja riscos no pós-parto, sendo necessário estar atento à suplementação rica em ferro para evitar anemia, o planejamento contracepcional e cuidados redobrados, no caso de cesárea. Já para a saúde do bebê, é importante a amamentação exclusiva até os seis meses, sendo esta suspensa somente sob orientação médica.














