
Aqueles que curtem aviões e aeroportos sabem que um instrumento fundamental no equipamento é a famosa e conhecida biruta. Ela tremula de acordo com os rumos que o vento toma. Na política, não é diferente. Semelhante à biruta, o União Brasil (ou desunião Brasil – devido os últimos episódios envolvendo a executiva nacional do partido) provoca uma imensa dúvida na cabeça dos pré candidatos a vereadores e até mesmo para aqueles que buscam assumir uma prefeitura municipal. Diante da tensão que o partido vive, na guerra Rueda x Bivar, tudo pode acontecer no partido, a nível estadual e principalmente, falando de Caruaru.
Se há cerca de 5 meses o União Brasil parecia estar decidido que o nome de Raffiê Dellon seria o ideal para a disputa majoritária, hoje essa dúvida paira no ar. Com as mudanças na executiva nacional e a perca de força de Luciano Bivar, o nome de Raffiê, bem como todo posicionamento do partido pode ser colocado em xeque, caso o comando estadual seja trocado. Mas o que poderia acontecer? Caso o partido vá para o comando de Fernando Bezerra Coelho, Zé Queiroz (PDT) poderia receber o apoio da legenda. Mas caso o União vá para as mãos de Mendonça Filho, Rodrigo Pinheiro (PSDB) seria o grande beneficiado, recebendo o apoio da legenda à sua reeleição, devido a ótima relação entre o tucano e o belo jardinense. Para completar toda tensão no partido, o agora ex presidente da legenda, Manoel Santos, vai entregar o cargo de presidente do diretório municipal.
Para onde vai soprar a biruta do União Brasil? O que vai fazer Raffiê, sem um partido pra chamar de seu, caso a executiva estadual mude de estratégia? Como ficará a estratégia em Caruaru, sem Manoel Santos no comando da legenda? Essas perguntas serão respondidas nos próximos dias, e serão cruciais para o tabuleiro de Caruaru nas eleições deste ano.














