Em carta de demissão, Lewandowski diz que deixa o governo por razões pessoais e familiar

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Foto: Evaristo Sa / AFP
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira sua carta de demissão da pasta. No documento dirigido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lewandowski diz que razões pessoais e familiar o levaram a pedir a saída do governo.

“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026”, afirma a carta.

Lula ainda não definiu quem será o substituto. O advogado-geral da Petrobras, Welligton Cesar Lima e Silva, é um dos cotados. São citados também o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Perrogativas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Lewandowiski se reuniu com o presidente nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, antes do ato do 8 de janeiro. Na conversa, o ministro acertou que a sua saída ocorrerá nesta sexta-feira.

Na carta, o ministro diz também que exerceu as atribuições do cargo com “zelo e dignidade”, exigindo a si mesmo e seus subordinados “o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”.

“Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País – depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal – sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros. Agradecendo o permanente estímulo e apoio com que fui honrado ao longo desses quase dois anos à frente da Pasta, aproveito o ensejo para reiterar minha manifestação de elevado apreço e distinta consideração”, finaliza o ministro.

O Globo

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