
Após a etapa das oficinas, as informações serão incorporadas ao documento final do plano, com previsão de conclusão para o mês de outubro deste ano
O início das oficinas participativas nas 12 Regiões de Desenvolvimento do Estado marca uma etapa fundamental da construção do Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática de Pernambuco (PEAR-PE). As reuniões têm o objetivo de discutir sobre o enfrentamento dos impactos atuais e o futuro das mudanças do clima, reduzindo vulnerabilidades, prevenindo riscos e fortalecendo a capacidade de adaptação dos territórios, setores produtivos e populações mais expostas. A primeira agenda será para a população da Mata Sul, no dia 13 de março, no Centro Municipal de Formação Profissional Professor Douglas Miranda Marques, em Palmares. Os encontros ocorrerão sempre das 08h às 13h. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo link: www.semas.pe.gov.br/pear-pe.
O PEAR-PE está sendo elaborado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com apoio de órgãos estaduais e federais, além da participação da sociedade civil, setor produtivo, governos municipais e comunidades locais. O plano busca integrar conhecimento científico, dados climáticos, informações socioambientais e territoriais, garantindo que as estratégias de adaptação dialoguem com a realidade de cada Região de Desenvolvimento de Pernambuco.
O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática de Pernambuco está estruturado em cinco setores prioritários, escolhidos a partir da relevância estratégica para o Estado: Segurança Hídrica, Agricultura e Segurança Alimentar, Saúde Humana, Biodiversidade e Ecossistemas, e Cidades e Infraestrutura. Cada um desses cinco setores será tema de grupos temáticos para contribuir com a elaboração do Plano. Durante o evento, também haverá palestras e debates.
A construção do PEAR-PE segue uma metodologia estruturada, científica e participativa, organizada em seis etapas principais: levantamento e consolidação de dados; diagnóstico climático e projeções futuras; análise de risco e vulnerabilidade; oficinas participativas nas Regiões de Desenvolvimento; sistematização e priorização das ações e definição de estratégias de implementação e monitoramento. Após a etapa das oficinas, as informações serão incorporadas ao documento final do plano, com previsão de conclusão para o mês de outubro deste ano.
O secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, Daniel Coelho, afirmou que o PEAR-PE permitirá que Pernambuco atue de forma planejada, coordenada e baseada em evidências, evitando respostas emergenciais isoladas e fortalecendo uma estratégia de longo prazo. “As oficinas participativas permitem que o Plano incorpore realidades locais, experiências práticas e propostas alinhadas às necessidades de cada território. Dessa forma, a população das regiões contribui diretamente para a construção de um Plano mais justo, eficaz e aplicável, fortalecendo a capacidade de Pernambuco enfrentar os desafios, devido às mudanças climáticas de forma coletiva e integrada”, explicou.
Para mais informações, devem entrar em contato pelo telefone (81) 3184-7900 ou pelo e-mail: oficinas.pear.pe@gmail.com.
REGIÕES – A segunda oficina será com a população do Agreste Setentrional que ocorrerá na Casa das Juventudes, em Surubim, situada na Rua Cônego Benígno Lira. As outras edições acontecerão até maio na seguinte sequência: Sertão do Moxotó (Arcoverde), Agreste Meridional (Garanhuns), Sertão de Itaparica (Petrolândia), Mata Norte (Carpina), Sertão do Araripe (Ouricuri), Sertão do São Francisco (Petrolina), Agreste Central (Caruaru), Sertão Central (Salgueiro), Sertão do Pajeú (Serra Talhada) e Região Metropolitana (Jaboatão dos Guararapes).
PLANO – A adaptação climática tem como foco reduzir os impactos e danos causados pelas mudanças do clima, aumentando a capacidade de resposta e resiliência dos territórios. A elaboração de um Plano Estadual de Adaptação é fundamental para: antecipar riscos climáticos e reduzir perdas humanas, sociais, econômicas e ambientais; orientar políticas públicas e investimentos de forma integrada e preventiva; fortalecer a segurança hídrica, alimentar, sanitária e ambiental; proteger populações vulneráveis e territórios mais expostos e promover desenvolvimento sustentável e justiça climática.
MUDANÇA DO CLIMA – Mudança do clima refere-se às alterações de longo prazo nos padrões médios do clima, incluindo temperatura, precipitação, eventos extremos e variabilidade climática. Essas mudanças são intensificadas pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa decorrentes de atividades humanas, como o uso de combustíveis fósseis, desmatamento e mudanças no uso do solo.
Em Pernambuco, os efeitos das mudanças do clima são observados em alguns aspectos como: aumento das temperaturas médias e das ondas de calor; períodos de estiagem mais prolongados e intensos; maior frequência e intensidade de chuvas extremas, enchentes e alagamentos e impactos diretos sobre a disponibilidade de água, a produção de alimentos, a saúde da população, a infraestrutura urbana e os ecossistemas naturais. Esses efeitos não atingem todas as regiões e grupos sociais da mesma forma, agravando desigualdades territoriais e sociais já existentes.














