Ondas de calor em Pernambuco oferecem risco à população

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Especialista da Hapvida traz orientações sobre como se proteger e qual momento se deve procurar ajuda médica

Em Pernambuco, o verão, estação mais quente do ano, começou em 21 de dezembro de 2025 e segue até 20 de março de 2026. No período, a previsão e os registros de picos de calor indicam temperaturas elevadas em diferentes regiões do estado, podendo chegar a 34°C no Litoral, 37°C no Agreste e 40°C no Sertão. Além disso, 58 municípios enfrentam seca extrema, segundo atualização referente a dezembro de 2025 do monitoramento divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

Com a combinação de calor intenso e baixa umidade, aumentam os riscos de problemas de saúde relacionados às altas temperaturas. Nessa época, é comum crescerem os casos de desidratação, mal-estar, tonturas e até desmaios, especialmente quando há exposição prolongada ao sol e pouca ingestão de líquidos. O clínico geral da Hapvida, Paulo Sérgio Gomes, explica como o organismo reage ao calor e quais medidas ajudam a prevenir complicações.

De acordo com o especialista, o corpo tenta manter a temperatura interna estável principalmente por meio do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos. Esse mecanismo pode levar à queda de pressão em muitas pessoas, favorecendo tontura e sensação de fraqueza, sobretudo quando há desidratação. “Esse processo pode aumentar a sobrecarga do sistema cardiovascular, especialmente em pessoas mais vulneráveis”, afirma Paulo Sérgio.

O médico destaca ainda que o calor pode exigir mais do coração, que trabalha com maior esforço para manter a circulação adequada e ajudar na dissipação do calor corporal, elevando o risco de complicações em quem já tem doenças cardíacas. Já os rins podem ser impactados quando a desidratação reduz o volume de líquidos no corpo, o que pode comprometer a função renal, situação que merece atenção especial em pessoas idosas e pessoas com problemas renais prévios.

Alguns grupos precisam de atenção redobrada durante ondas de calor, como pessoas idosas, crianças, pessoas com doenças crônicas (hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e renais) e trabalhadores expostos ao sol por longos períodos. Conforme o especialista, as pessoas idosas podem sentir menos sede e se desidratar sem perceber, enquanto as crianças tendem a perder líquidos mais rapidamente e podem piorar de forma mais acelerada.

Em situações como desmaios, confusão mental ou desorientação, pele muito fria, fraqueza intensa, vômitos persistentes ou redução importante do volume de urina, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. “Esses sinais podem indicar um quadro grave, como insolação, que é uma emergência médica. Não é algo para esperar passar em casa”, reforça o médico.

Para se proteger do calor intenso, a recomendação é reforçar os cuidados diários: beber água com frequência, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, buscar locais ventilados e com sombra, usar roupas leves e aplicar protetor solar adequado, com FPS 60 ou mais. O médico lembra que cada pessoa tem condições específicas e, diante de dúvidas ou sintomas persistentes, o ideal é procurar orientação profissional.

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