Pluralidade da Cultura Popular de Pernambuco arrasta multidão no palco do Pernambuco Meu País no Carnaval nesta segunda (16)

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Quarta noite de programação no jardim do Cais do Sertão em celebração das tradições e da pluralidade carnavalesca do Estado

Com as mais diferentes vertentes da cultura popular, o 4º dia do Palco Pernambuco Meu País no Carnaval, no jardim do Cais do Sertão, arrastou uma multidão e celebrou alguns dos ritmos e cores que definem a festa no Estado. Nesta segunda (16), afoxé, maracatu, coco, ciranda e manguebeat, animaram o público que compareceu ao palco, promovido pelo Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur).

Com a ideia de resgatar, manter e disseminar a tradição nagô no Estado, o Afoxé Povo de Ogunté abriu os trabalhos no palco com o som Ijexá puro e cadenciado. Vestindo azul e branco em homenagem à Orixá Iemanjá Ogunté, patrona do terreiro e do Afoxé, o grupo entoou clássicos do ritmo e embalou o finalzinho da tarde de famílias e crianças que ocuparam a plateia.
Símbolo cultural de Arcoverde, o grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde se apresentou em seguida com uma sequência do ritmo que nasceu dentro dos quilombos.

Liderado pelo Mestre Assis Calixto, eleito Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2019, o Raízes de Arcoverde trouxe a tradição do Sertão do Estado com uma sambada de coco no tamanco e um desfile de clássicos. O grupo recebeu a participação das Pretinhas do Congo, tradicional agremiação cultural de Goiana, Mata Norte de Pernambuco, com quase 90 anos de história, sendo símbolo da resistência da cultura negra e afrodescendente brasileira e também Patrimônio Vivo de Pernambuco.

“Nós só temos a agradecer. Foi um imenso prazer participar do festival com o Raízes de Arcoverde porque foi mágico tocar nesse palco nessa união entre Patrimônios Vivos”, afirmou Rosa Maria, Presidente do grupo.

Ainda na batida do Coco, Adiel Luna e o Coco Camará receberam a cantora Poli para um show em celebração a cultura ancestral de Pernambuco. A apresentação foi dedicada a resgatar e recriar manifestações ancestrais do coco e da cantoria. Adiel é cantador de viola, coquista, forrozeiro, cordelista, ator, aboiador, repentista, mestre de maracatu e escritor. De raízes afroindígenas e inspiradas na sua ancestralidade africana e nordestina, com uma identidade artística diversa de ritmos como ijexá, samba, coco de roda e baião, Poli movimento o palco com composições e interpretações guiadas pelo universo das vivências e sabedorias dos terreiros de candomblé e da jurema sagrada.

Com raízes da Mata Norte do Estado, o Maracatu de Baque Solto Estrela da Serra trouxe a tradição do maracatu rural de Tracunhaém para o Pernambuco Meu País com uma corte com caboclos de lança, arreiamar, dama, catitas e o terno tocando as marchas.

Pontualmente as 19h, subiu ao palco o cantor e compositor Siba, referência da música brasileira contemporânea e herdeiro direto das tradições do maracatu de baque solto da Zona da Mata Norte do Estado. Siba tocou acompanhado por Rafael Santos na bateria e Mestre Nico na percussão e trompete. O show trouxe um repertório mesclando canções de diferentes épocas da carreira do músico e arrastou uma multidão de fãs, que celebraram o aniversário do cantor neste domingo.

Com direito a parabéns do público, Siba passeou por músicas da Fuloresta, da sua carreira solo e umas mais recentes, como a que fez em homenagem ao Homem da Meia-Noite e seu último single, “Quem Mexe Quer Balançar”.
“Esse show se tornou especial já de antes, porque esse carnaval está sendo muito especial pra mim por conta da homenagem que eu recebi do Homem da Meia-Noite e eu chego aqui nesse palco massa e encontro o Coco Raízes de Arcoverde com as Pretinhas do Congo, depois o Maracatu, então é um carnaval fora do normal”, disse o cantor.

Em seguida, às 20h30, a noite culminou com o espetáculo arrebatador do Cordel do Fogo Encantado, grupo conhecido por unir poesia, percussão e teatralidade em apresentações enérgicas e envolventes sob a liderança de Lirinha.
Foi um desfile de hits da banda que já é conhecida por sua presença de palco. O grupo já tem um histórico no Pernambuco Meu País, onde já tocou no palco do Rec-Beat, na edição de Verão e agora no carnaval. “O Pernambuco Meu País mesmo com uma história recente é um festival de muita importância para todos nós, artistas de Pernambuco, como também pro público. É um projeto que vem se mostrando muito consciente e atento a diversidade musical e artística do nosso Estado.”, disse Lirinha.

*SOBRE O FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS*
Promovido pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o evento consolida-se como uma política pública de valorização cultural e desenvolvimento regional.

Com edições no Carnaval, no Verão e no Inverno, o projeto leva programação gratuita e de grande porte a diferentes municípios do Estado, descentralizando ações culturais e ampliando o acesso da população a shows e manifestações artísticas.

Presente em cidades do Litoral ao Sertão, o festival fortalece a cadeia produtiva da cultura, movimenta setores como turismo, comércio e serviços e reafirma seu papel como motor de geração de renda, emprego e transformação social em Pernambuco.

A PROGRAMAÇÃO SEGUE NO JARDIM DO CAIS DO SERTÃO

Palco Pernambuco Meu País no Carnaval
17/02 (terça-feira)
15h30 – Boi Fantástico
16h – Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu (Patrimônio)
17h – Bloco Carnavalesco Misto Flor da Lira de Olinda
18h – Afoxé Filhos de Dandalunda
19h – Ciel Santos
20h30 – Banda Eddie

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