
Além do espetáculo “Frevo a Dois”, o sábado reuniu atrações de cultura popular, pop e rock tradicional pernambucano no jardim do Cais do Sertão

O palco do Festival Pernambuco Meu País foi cenário, neste sábado (14), da estreia do espetáculo Frevo a Dois, proposta que amplia as possibilidades de dança de um dos maiores patrimônios culturais do Estado. Idealizado pela bailarina e produtora cultural Andrea Carvalho, com participação do coreógrafo e bailarino Carlinhos de Jesus, o trabalho promove o encontro entre a energia do frevo e a condução da dança de salão, unindo tradição e contemporaneidade em cena.
“Sempre me questionei por que o frevo, tão presente no final de toda festa, não podia ser dançado a dois. O que a gente propõe é uma forma a mais de dançá-lo, sem alterar sua essência e com a nomenclatura do frevo cem por cento consagrada e preservada”, explica Andrea. A artista destaca que o espetáculo não modifica a base histórica do ritmo, mas incorpora a condução do cavaleiro e da dama como mais uma possibilidade de vivência da dança.
Para ela, estrear no festival representa um marco. “Ter o suporte do Governo do Estado, por meio de editais e de um palco como o Festival Pernambuco Meu País, é fundamental para que artistas pernambucanos possam criar, experimentar e apresentar seus trabalhos”, afirma, agradecendo à governadora Raquel Lyra pela oportunidade.
Carlinhos de Jesus também reforçou o significado simbólico de lançar o espetáculo em Pernambuco, estado que marcou sua trajetória artística. “Pernambuco ocupa um lugar muito importante na minha história. Foi aqui que vivi momentos fundamentais da minha formação artística e do meu entendimento sobre a dança brasileira”, destacou o coreógrafo, celebrando o apoio institucional que possibilitou a realização do projeto.
*Noite marcada por diversidade cultural —* O sábado de Zé Pereira no Festival Pernambuco Meu País também foi marcado pela presença de expressões tradicionais da cultura pernambucana. O público acompanhou as apresentações do Maracatu de Baque Solto Águia de Ouro, do Afoxé Tela Oko Ara Ejibó e do Bonde Bloco Carnavalesco Lírico, que levaram ao palco a força das manifestações populares e suas trajetórias ligadas à identidade cultural do Estado.
Na sequência, Briê apresentou ao público o álbum Insana, trabalho que evidencia sua arte multifacetada ao unir música, dança e performance em um show de forte presença cênica. A apresentação contou com a participação de Siba Puri, que transitou por sonoridades que misturam reggae e mangue beat, incorporando ainda referências do brega funk recifense.
Encerrando o dia, a Ave Sangria levou ao palco um show marcado pela experimentação e o rock psicodélico do Udigrudi pernambucano. Banda que fez história nos anos 70 no Recife continua atraindo um público jovem e promoveu nesta noite um verdadeiro encontro de gerações em torno da música. No repertório, clássicos como Dois Navegantes, Seu Waldir e Hei Man.
A diretora de Cultura da Fundarpe, Carla Pereira, destacou a diversidade cultural do Festival. “Esse palco é da cultura popular e representa a força da nossa ancestralidade. O Carnaval está só começando e tem muita coisa ainda para viver aqui”, ressaltou a gestora.
*Sobre o Pernambuco Meu País*
Promovido pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), o evento consolida-se como uma política pública de valorização cultural e desenvolvimento regional.
Com edições no Carnaval, no Verão e no Inverno, o projeto leva programação gratuita e de grande porte a diferentes municípios do Estado, descentralizando ações culturais e ampliando o acesso da população a shows e manifestações artísticas.
Presente em cidades do Litoral ao Sertão, o festival fortalece a cadeia produtiva da cultura, movimenta setores como turismo, comércio e serviços e reafirma seu papel como motor de geração de renda, emprego e transformação social em Pernambuco.













