
A Neoenergia divulgou, nesta segunda-feira (27), os resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre e do acumulado de janeiro a setembro de 2025. O lucro verificado foi de R$ 924 milhões no terceiro trimestre, e de R$ 3,6 bilhões nos primeiros nove meses do ano, com aumento em relação aos mesmos períodos de 2024 de 10% e 28%, respectivamente.
EBITDA Caixa
O EBITDA Caixa alcançou R$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre, e R$ 8,2 bilhões no acumulado, com alta em relação aos mesmos períodos de 2024 de 13% e 6%, respectivamente. A variação positiva ocorreu, principalmente, em razão dos reajustes anuais dos custos gerenciáveis (parcela B) das distribuidoras e despesas controladas.
Os resultados verificados no período mostram que a Neoenergia segue a estratégia de manter as despesas operacionais controladas que somaram cerca de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre e R$ 3,2 bilhões no acumulado do ano, com aumento de 5,6% e 4,3%, respectivamente. Esse desempenho está abaixo da inflação, confirmando a disciplina de custos que permite absorver o crescimento do mercado.
CAPEX
No acumulado até setembro, a Neoenergia atingiu R$ 7,6 bilhões de Capex, sendo R$ 4,8 bilhões concentrados em distribuição, o que representa 31% a mais de investimentos neste negócio em relação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado está diretamente ligado ao compromisso da companhia na melhoria contínua dos serviços nas cinco distribuidoras – Neoenergia Brasília (DF), Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Cosern (RN), Neoenergia Elektro (SP/MS) e Neoenergia Pernambuco (PE). Os recursos foram aplicados principalmente na expansão, manutenção e modernização da rede. Considerando o terceiro trimestre, o Capex da Neoenergia chegou a R$ 2,6 bilhões.
“Seguimos determinados em garantir investimentos robustos em nossas distribuidoras, assegurando o crescimento orgânico com qualidade operacional para aprimorar cada vez mais os serviços e o atendimento aos nossos 17 milhões de clientes. Também continuamos atentos às oportunidades de rotação de ativos com geração de valor, mantendo o crescimento sustentável e a disciplina de custos”, afirmou Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia.
Prorrogação da concessão de Neoenergia Pernambuco até 2060
Em setembro, a Neoenergia Pernambuco tornou-se a primeira distribuidora do grupo a obter, de forma antecipada, a prorrogação do contrato de concessão junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), sem qualquer onerosidade, por um período de 30 anos com vigência de 30 de março de 2030 até 30 de março de 2060.
Fechamento da venda de participação da LT Itabapoana
Em agosto, a Neoenergia anunciou o fechamento da operação da venda de 50% de sua participação na linha transmissão Itabapoana para o GIC. O valor da operação foi de R$ 127,5 milhões (com data base de 30 de setembro de 2024). O ativo foi aportado na holding Neoenergia Transmissão, veículo de investimento nesse segmento do grupo que já conta com a participação de 50% do GIC, desde abril de 2023. Com o fechamento da operação, a estrutura permanece a mesma, sendo 50% da Neoenergia e 50% do GIC.
Aumento de participação em UHE Corumbá III
Em outubro, a Neoenergia anunciou o aumento de participação da usina hidrelétrica Corumbá III, por meio de aquisição do lote D do leilão especial da CELGPAR, que compreende 37,5% do capital social da ECIII, detentora de 40% do Consórcio Empreendedor Corumbá III. Após o fechamento da operação, a Neoenergia passará a deter 85% de participação da usina.













