Acompanhantes Terapêuticos do Hospital dos Servidores do Estado passam por capacitação

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Profissionais em formação oferecem suporte a crianças e adolescentes neurodivergentes em ambiente escolar

Na quinta-feira (15), os acompanhantes terapêuticos do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) passaram por capacitação. Durante todo o dia, os profissionais em formação puderam aprender mais sobre o Protocolo VB-MAPP, uma ferramenta da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) que possui o objetivo de mapear o desenvolvimento da linguagem, habilidades básicas e sociais em crianças neurodivergentes.

Os acompanhantes terapêuticos (AT) são profissionais dentro da área da saúde e educação que servem para dar um suporte especializado para pessoas com dificuldades psicossociais, emocionais e de desenvolvimento. No HSE, os profissionais atuam junto ao Centro de Reabilitação Funcional e Cognitiva (CRFC), acompanhando crianças e adolescentes no ambiente escolar e oferecendo suporte a fim de promover a autonomia, inclusão e desenvolver habilidades físicas e sociais. O HSE é o único hospital do Governo do Estado de Pernambuco que oferece o serviço.

A capacitação faz parte das Semanas de Educação Continuada do HSE, que iniciou dia 12 de janeiro e seguirá até o dia 23 do mesmo mês. A formação da quinta-feira (15) foi ministrada pela Supervisora ABA e Especialista em TEA, Nathalia Cruz. “A proposta da Educação Continuada é aumentar a capacidade dos profissionais em formação a receberem o paciente com mais funcionalidade. Que eles estejam preparados para entender e manejar o paciente da forma correta, aplicando intervenções terapêuticas de acordo com a análise de comportamento.”, explicou.

Para obter o serviço, o paciente já deve ser atendido pelo Centro de Reabilitação Funcional e Cognitiva, ser laudado por um neuropediatra que irá solicitar a necessidade de um acompanhante terapêutico a partir do grau e funcionalidade da criança. A partir disso, ela entra em uma fila de espera. Se há vaga disponível, o CRFC irá disponibilizar o profissional para o acompanhamento escolar, fazendo um alinhamento com os pais, escola e profissionais que acompanham as terapias.

“Quando me tornei AT, vi uma oportunidade de ajudar as crianças neuroatípicas a se encaixar dentro dos meios sociais, desde brincar, ter mais autonomia e visibilidade entre as outras crianças. Quando o AT está na escola, conseguimos ajudar muito mais essa criança a se desenvolver psicologicamente e socialmente.” explicou a acompanhante terapêutica e estudante de psicologia, Evelin Araujo.

Atualmente, o HSE possui 9 acompanhantes escolares. Cada profissional acompanha duas crianças, uma no período da manhã e uma no período da tarde, de segunda a sexta, independente de onde morem ou de onde seja a escola.

“Meu filho é diagnosticado com autismo e TDAH. Depois que ele começou a ter a acompanhante terapêutica com ele na escola, ele desenvolveu muito a fala e os comandos. Adoro o atendimento do HSE, os profissionais são excelentes, e ter a AT na sala de aula fez uma grande diferença no desenvolvimento dele.”, disse Manuela de Souza, mãe de Diogo Magno, paciente do Centro de Reabilitação Funcional e Cognitiva.

A participação da família no processo terapêutico é essencial. Os pais precisam entender que eles são extremamente importantes no desenvolvimento do filho, além do terapeuta. Desde a rotina da casa, a forma de manejar oralmente, o ambiente que é ofertado em casa, todos esses pontos ajudam a conseguir manter a criança regulada. O elo entre família, escola e terapeutas é essencial para garantir o desenvolvimento do paciente. FOTO: Dayane Gomes/IASSEPE.

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