OPINIÃO – Entre dívidas no PDT e derrota em Caruaru, Queiroz terão de reorganizar o jogo para 2026

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Pedro Augusto/Blog Capital

Antes de intensificarem as estratégias para tentar exercer mandatos novamente, algo, que não acontece já há algumas eleições, primeiro, Zé e Wolney Queiroz, terão de acertar os ponteiros no Partido Democrático Trabalhista (PDT) – legenda esta os quais são filiados e as presidiram por décadas, seja no âmbito municipal ou estadual.

Embora o assunto central fosse a candidatura de Marília Arraes ao Senado e em qual palanque ela e o partido deverão estar em 2026, durante coletiva concedida à imprensa pernambucana, nessa quinta-feira (13), o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, fez menções diretas aos Queiroz no que se referem a episódios que se concretizaram em revezes para o PDT.

No que diz respeito à sua relação com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, o presidente do PDT afirmou ter retomado o diálogo com ela, somente agora, após o rompimento ocorrido motivado pela disputa das Eleições Municipais de 2024, quando Zé Queiroz sofreu uma derrota acachapante nas urnas para o aliado de Raquel, o prefeito reeleito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro.

Na ocasião, o PDT de Lupi  acabou entregando o cargo que ocupava no governo Raquel Lyra, perdendo também a oportunidade de gerir a maior cidade do interior de Pernambuco. “Em Caruaru, havia uma disputa que era vital para nós. Zé estava contra o candidato dela. Esse foi o principal motivo do rompimento e entreguei o cargo”, relembrou ele.

Além da derrota eleitoral para o aliado da governadora, que faz parte do jogo mas pegou mal para o histórico político dos Queiroz, outro episódio nada agradável envolvendo tanto o pai (Zé) quanto o filho (Wolney) no PDT se referiu à saída do comando do diretório estadual devido à dívidas acumuladas, conforme o próprio Zé Queiroz descreveu na época como: “Estratosféricas, quando não pagas!”.

Agora, passados quase três meses depois da afirmativa de Zé, no encontro com os jornalistas pernambucanos, Lupi confirmou a situação vexatória em que se encontrava o PDT Pernambuco, sob os comandos dos Queiroz, com as prestações de contas vencidas há mais de 13 anos.

Embora tenha tentado reiterar a sua “excelente” relação com ambos, Carlos Lupi não deverá ficar surpreso, caso os Queiroz deixem a legenda, durante a já vigente janela partidária. No campo das especulações, já se foram mencionadas as possibilidades de ingressos de pai e filho no PCdoB, PT ou PSB. Entretanto, nada ainda concretizado e, pelo histórico recente, nada a ser fielmente lamentado! A conferir!

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