
Temas como competitividade da indústria local e a nova norma que regulamenta os riscos psicossociais no ambiente de trabalho (NR-1) foram destaque entre as discussões
O fortalecimento do ambiente de negócios no Agreste, os avanços econômicos do Estado e as novas exigências de saúde psicossocial no trabalho (NR1) foram os temas centrais da reunião do Conselho Diretor da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC), realizada nesta quinta-feira (28). O encontro contou com a presença da secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC-PE), Danielle Jar Souto, do secretário executivo de Atração de Investimentos do Estado, Pedro Lacerda, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Economia Criativa de Caruaru (SEDETEC), Jaime Anselmo, conselheiros da Acic, além de representantes da Adepe e Facep.
O presidente da associação, Clauston Pacas, destacou a importância da união entre setor público e iniciativa privada para enfrentar os desafios econômicos e sociais da região. “É uma necessidade das empresas buscarem adaptação constante diante das transformações do mercado e das novas demandas do ambiente corporativo”, ressaltou. Nesse contexto, a secretária da SDEC-PE, Danielle Jar Souto, pontuou as iniciativas estaduais para o fortalecimento do interior, como a criação de grupos de trabalho voltados à cadeia têxtil e os investimentos no Aeroporto de Caruaru. “O nosso objetivo é fortalecer o interior do Estado, que possui um potencial gigantesco e inúmeros arranjos produtivos que precisam ser valorizados. Precisamos integrar Estado e sociedade civil para identificar os pontos de melhoria e tornar os processos mais simples e eficientes”, declarou.
Já sobre inovação e competitividade da indústria têxtil pernambucana, o presidente do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE), Pedro Miranda, chamou atenção para a necessidade de modernização do setor: “A gente precisa melhorar com treinamento, capacitação e novas tecnologias. Precisamos olhar para estratégias de longo prazo para que o Polo de Confecções continue competitivo”, defendeu. Ele argumentou também que ações como rodadas de negócios e participação de empresas pernambucanas em feiras internacionais corroboram para ampliar mercados e fortalecer o setor produtivo local.
O avanço econômico local também foi ratificado pelo secretário da Sedetec, Jaime Anselmo, que salientou o crescimento de mais de 30% no PIB da construção civil do município após a adequação do plano diretor. Anselmo afirmou ainda que a consolidação de políticas públicas integradas tem colaborado diretamente para o atual momento do Estado, que se posiciona como o segundo maior gerador de empregos e renda do Brasil.
Por fim, o conselho debateu o impacto direto da nova Norma Regulamentadora Nº 1 (NR1) nas corporações, pauta trazida pela gestora de Recursos Humanos da CP Construção, Mayra Angelim. Ela apontou a necessidade de o empresariado monitorar os riscos psicossociais: “Hoje, não é o segmento da empresa que define essa adequação, mas sim a condição de trabalho e o ambiente em que os colaboradores estão inseridos”, pontuou. A profissional também esclareceu que o tema deve ser tratado de forma multidisciplinar dentro das empresas, diante dos índices de afastamento laboral no país, e que o cuidado com a saúde mental impacta diretamente na produtividade e nos resultados organizacionais, afetando o mercado como um todo.













