Quaest: Lula lidera com 44% no 2º turno e abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que tem 38%

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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%. Não há mais empate técnico entre eles.

Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. Em março, os dois estavam numericamente empatados, com 41% cada.

A pesquisa marca a mudança de um quadro que mostrava empate técnico desde março. Agora, Lula abre uma vantagem de seis pontos sobre o adversário.
A pesquisa mostra ainda uma melhora na imagem do governo, com o impacto de medidas anunciadas nos últimos meses como a isenção do Imposto de Renda e o novo programa Desenrola, para ajudar famílias endividadas.

Nunes destaca também a oscilação negativa de Flávio na direita não-bolsonarista, em que o senador do PL chegou a 90% das intenções de voto em abril e agora tem 82%.

“Os outros nomes da direita não conseguem, no entanto, melhorar seu desempenho contra Lula a ponto de serem mais competitivos que Flávio. Zema tem uma oscilação negativa neste último mês e está a dez pontos de Lula”, explica Felipe Nunes.

Caso Master e medidas de Trump

 

O diretor da Quaest avalia que a piora do cenário para Flávio está embasada na reação do eleitorado à revelação das conversas com Vorcaro.

  • A grande maioria (65%) acredita que Flávio errou ao pedir dinheiro a Vorcaro para bancar a produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
  • 58% consideram que o senador do PL pode estar escondendo algum envolvimento ilegal com o Banco Master.
  • 62% afirmam que Flávio Bolsonaro sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção.
  • Aumentou de 9% para 16% o percentual de brasileiros que acreditam que a crise do Master afeta mais a família Bolsonaro.

A Quaest também fez perguntas sobre medidas anunciadas por Trump em relação ao Brasil. Sobre a decisão de classificar facções criminosas como terroristas, o que foi criticado por Lula e é defendido por Flávio Bolsonaro, o eleitorado se divide: 45% concordam com isso e 45% discordam. Por outro lado, 60% afirmam que cabe ao governo brasileiro fazer isso.

De acordo com a pesquisa, 53% dizem que punições impostas por Trump vão prejudicar empresas e bancos brasileiros.

Sobre as novas tarifas anunciadas pela Casa Branca, 47% concordam com Lula, que acusa Flavio de ter influenciado a decisão, e 46% consideram que os EUA estão punindo o Brasil por causa do PIX, enquanto 36% acreditam que seria uma retaliação a críticas do presidente brasileiro ao governo norte-americano.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.

G1

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