
Professor de Direito se reúne com profissionais da área e destaca a importância da prova pericial para condenações
O fortalecimento da segurança pública em Pernambuco passa não apenas pelo policiamento nas ruas, mas também pela capacidade do Estado de investigar crimes, produzir provas e responsabilizar seus autores. A avaliação é do advogado e professor de Direito Maurício Rands, que recebeu representantes ligados à Polícia Científica para discutir a necessidade de recomposição do efetivo da instituição.
“Para levar quem comete um crime à Justiça e possibilitar uma condenação, é preciso produzir prova material. É aí que entra a importância da Polícia Científica, responsável pela prova técnica que dá materialidade aos fatos investigados”, afirmou Rands.
Durante o encontro, o professor destacou que uma política eficiente de segurança pública precisa integrar policiamento ostensivo, investigação, inteligência e perícia. Em crimes como o tráfico de drogas, por exemplo, a responsabilização depende de exames que comprovem a natureza da substância apreendida e da preservação adequada dos vestígios e da cadeia de custódia.
Representantes do grupo apresentaram a Rands demandas relacionadas ao efetivo da Polícia Científica e defenderam o aproveitamento de 360 candidatos aprovados, que após a realização do curso de formação poderão reforçar a instituição. A reunião contou ainda com a participação do professor Izaquiel Silva e com o apoio da Associação de Polícia Científica de Pernambuco (APOC-PE).
“Precisamos pensar a segurança pública como um sistema. Não basta prender sem ter a capacidade de produzir e preservar as provas necessárias para que aquela prisão resulte em responsabilização. Investir em perícia, estrutura e profissionais da Polícia Científica significa também aumentar a capacidade de esclarecimento dos crimes e combater a impunidade”, destacou Rands.












