Estudantes da rede estadual levam artesanato e inovações sustentáveis a feira de miniempresas no Recife

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Realizada neste sábado (12), na Rua da Aurora, a 23ª Feira de Miniempresas reúne mais de 100 estudantes de 26 escolas da rede estadual de ensino com produtos criados com matérias-primas sustentáveis

Mais de 100 jovens empreendedores de 26 escolas da Rede Estadual de Pernambuco vão apresentar seus produtos e inovações na 23ª Feira de Miniempresas da Junior Achievement (JA) Pernambuco. O evento, marcado para este sábado (12), na Rua da Aurora, no centro do Recife, conclui um ciclo de meses de lições sobre empreendedorismo em escolas públicas da Região Metropolitana, do Agreste e da Zona da Mata do estado.

A feira é parte do programa Miniempresa, da JA Pernambuco, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação de Pernambuco e o Sebrae, em que os estudantes participam de aulas semanais sobre fundamentos da economia de mercado e da atividade empresarial. Neste ano, os jovens produziram diferentes produtos artesanais que prezam pela sustentabilidade e inovação, como jarros produzidos com garrafas PET, nécessaires revestidas com embalagens recicladas, bolsas feitas com fibra do caule da bananeira, almofadas para pescoço, entre outras peças.

Os produtos criados pelos jovens empreendedores estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, como lembra o estudante Vitor Gabriel, da Escola Técnica Estadual (ETE) Senador Wilson Campos, em Paudalho. Representante da miniempresa Re Viva, ele se reuniu com colegas para confeccionar bolsas, estojos e ecobags com a fibra do caule da bananeira. O estudante explica que a fibra da bananeira foi escolhida porque apresenta alta resistência e também baixo custo de extração e manejo.

“Fazemos o aproveitamento do caule, tendo em vista que, na maioria das vezes, ele é descartado no próprio processo da colheita da banana. Para a miniempresa, tentamos trazer um produto mais sofisticado como bolsas e carteiras, com a intenção de apresentar um produto artesanal que trouxesse regionalidade, tradição, personalidade e estilo à sustentabilidade da nossa matéria-prima”, conta Vitor Gabriel.

A miniempresa Eco Folks, formada por estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Nicanor Souto Maior, em Caruaru, decidiu criar bolsas e nécessaires revestidas com o alumínio de embalagens recicladas de salgadinho consumidas pelos próprios jovens. “Era uma forma de ajudar a escola a reciclar. E o maior aprendizado com este trabalho foi criar responsabilidades, saber trabalhar em grupo e melhorar a comunicação com a turma”, explica a representante da Eco Folks, a estudante Giovana Liz.

Em Paulista, estudantes da ETE José Alencar Gomes da Silva se reuniram para criar artesanato com papel reciclado, cola e água. A combinação do material com o talento dos jovens da miniempresa Minipaper gerou peças decorativas ou utilitárias que podem receber desde lápis e canetas até arranjos de flores. Segundo o estudante Hage Lucas, a ideia surgiu da vontade de criar os produtos úteis mais sustentáveis possíveis. “Estamos muito animados e felizes por apresentar nosso trabalho, que foi desenvolvido a partir dessa ideia que tivemos”, diz.

“A presença desses estudantes na Feira de Miniempresas reforça a importância dos pilares do Protagonismo e do Projeto de Vida no seu desenvolvimento pessoal e profissional. São jovens que levam os conhecimentos adquiridos para que o mundo conheça, e que agora também podem, se desejarem, seguir como empreendedores na economia sustentável”, afirma a gerente geral de Educação Integral da Secretaria de Educação de Pernambuco, Socorro Rodrigues.

Ao longo do programa encabeçado pela Junior Achievement Pernambuco, os estudantes aprendem ainda conceitos de livre iniciativa, mercado, comercialização, produção, fluxo de caixa, bem como sobre encargos e impostos. Os professores participantes do Miniempresa também recebem um treinamento sobre empreendedorismo para replicar a formação com os jovens.

“A Feira de Miniempresas é uma oportunidade para os jovens empreendedores comercializarem seus produtos e obter os frutos do trabalho desenvolvido durante o programa. A expectativa do miniempresário é vender todo seu estoque, pois não se trata de apenas comprar seus produtos, mas também a ideia e a dedicação de um grupo”, explica a gestora executiva da JA Pernambuco, Olga Lucena.

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