Fela Day PE celebra 15 anos com volta da Abeokuta e tributo a Samuel Negão

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Em sua 15ª edição, festival acontece neste sábado (17) e reúne a banda pioneira do afrobeat em Pernambuco e DJs convidados

O mês de outubro é celebrado mundialmente como o mês de nascimento de Fela Kuti, lendário músico e ativista nigeriano que criou o afrobeat e se tornou um dos maiores símbolos de resistência política e cultural do século XX. Em Pernambuco, essa tradição chega à sua 15ª edição, neste sábado (17), a partir das 21h, no Brilho Cultural, no Centro do Recife. A noite marca a volta aos palcos da Abeokuta, anfitriã histórica do festival com show de tributo ao percussionista Samuel Negão (in memoriam), e apresentações dos DJs Makeda, Ari Falcão, Drão Sessions e Sasquat. Os ingressos estão à venda pelo Shotgun. 

Membro fundador da Abeokuta, Samuel Negão morreu em dezembro de 2025. A apresentação homenageia o percussionista e marca o retorno da banda aos palcos após um hiato de dez anos. 

Criada no Recife em 2012, a Abeokuta foi batizada com o nome da cidade natal de Fela Kuti, na Nigéria, e é referência na fusão da cadência do afrobeat com ritmos pernambucanos, como o maracatu e o afoxé.

“Completar 15 anos de Fela Day PE e retornar aos palcos com a Abeokuta nesta edição especial é um ato de celebração, memória e resistência. Celebramos a força imensa de Fela Kuti e trazemos para o centro do palco o espírito e o ritmo do nosso irmão Samuel Negão, que sempre foi a força na nossa percussão”, destaca Jedson Nobre, baixista e idealizador da banda.

O repertório reúne faixas autorais do EP Agô, lançado em 2015 e distribuído internacionalmente em vinil e cassete pelo selo alemão Tropical Diaspora Records, além de clássicos de Fela Kuti e arranjos percussivos guiados pelo legado de Samuel Negão.

15 ANOS DE FELA DAY PE

Lendário músico e ativista nigeriano, Fela Anikulapo Kuti (1938-1997) revolucionou a música do século XX ao criar o afrobeat, fusão da percussão tradicional da África Ocidental com o jazz e o funk, com letras em iorubá e inglês pidgin. Suas composições denunciavam a opressão colonial, a ditadura militar e a desigualdade social na Nigéria. Por isso, foi perseguido e preso, e se consagrou como o Black President da música mundial.

Desde sua morte, todo mês de outubro a obra de Fela é celebrada em dezenas de países e em cidades brasileiras, por causa do seu aniversário neste mês. Em Pernambuco, o Fela Day chega à 15ª edição consecutiva e consolidou o Recife como um dos principais polos do ritmo nas Américas, conectando a sonoridade de matriz africana às expressões da cultura pernambucana.

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