
Aberta ao público, atividade “Não é cuidado, é violência!” reunirá diferentes perspectivas para discutir prevenção, reconhecimento de sinais e caminhos de proteção
A Câmara Municipal de Caruaru e a Escolegis realizam, nesta quarta-feira (26), das 9h às 11h, no Salão Nobre da Casa, a roda de conversa “Não é cuidado, é violência!”, em alusão ao Agosto Lilás. Aberta ao público, a iniciativa vai reunir profissionais e convidadas com diferentes experiências para ampliar o debate sobre as formas de violência contra a mulher, o reconhecimento de comportamentos abusivos e os caminhos de acolhimento e proteção.
A proposta parte de uma reflexão central: nem toda violência deixa marcas visíveis. Controle, manipulação, humilhação, isolamento, ameaças, restrição da autonomia e controle financeiro podem aparecer dentro das relações disfarçados de cuidado, amor, proteção ou preocupação.
Em formato de roda de conversa, o encontro pretende aproximar essas situações da realidade cotidiana e promover um diálogo acessível entre diferentes áreas. Estarão em pauta as violências psicológica, patrimonial, moral e física, além dos impactos emocionais, da atuação da rede de proteção, dos caminhos disponíveis para buscar ajuda e da responsabilidade da sociedade e do poder público no enfrentamento à violência contra a mulher.
Participam da atividade Sara Gouveia, ex-delegada da Delegacia da Mulher em Caruaru; Luana Marabuco, representante da Secretaria da Mulher de Caruaru; Karinny Oliveira, pós-doutora em Direitos Humanos e coordenadora de Formação Sociopolítica da Secretaria da Mulher; Amanda Lopes, psicóloga especialista no acolhimento de mulheres vítimas de violência; Eva gomes, advogada e ex-gerente de enfrentamento à violência contra a mulher em Caruaru e Mônica Figueira, que contribuirá com sua experiência e reflexões sobre formas de violência que muitas vezes permanecem invisíveis e naturalizadas nas relações.
Além das exposições e do diálogo entre as participantes, haverá espaço para perguntas, reflexões e contribuições do público, fortalecendo a proposta de construir o encontro a partir da informação, da escuta e da participação social.
A atividade é aberta a toda a população e tem como público prioritário servidores públicos, profissionais da rede de proteção, estudantes, lideranças comunitárias, parlamentares e assessorias legislativas, além de mulheres e demais pessoas interessadas no tema.












