FINEP e empresários do Agreste dialogam sobre acesso ao crédito e competitividade

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Representantes de consultorias econômicas e de planejamento apresentaram soluções para auxiliar empresas na captação de recursos

O acesso a crédito tem se mantido, ao longo dos anos, uma das principais dificuldades enfrentadas pelo setor industrial. Com o objetivo de contribuir para a superação desse desafio no Agreste, na última segunda-feira (27), a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), por meio do seu Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), sediou, em sua Unidade Regional, localizada em Caruaru, o evento Finep pelo Brasil. Na ocasião, empresários da indústria do interior conheceram linhas de crédito, instrumentos de apoio e estratégias voltadas ao fortalecimento da competitividade das empresas da região.

A iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está percorrendo diversas cidades brasileiras para apresentar oportunidades de financiamento, entre elas 13 editais já anunciados, que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis destinados a empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs).

A analista de fomento da Finep no Nordeste, Rafaelly Fortunato, ressaltou o movimento de interiorização do acesso a crédito que vem sendo realizado. “Nossa missão é promover desenvolvimento econômico e social no Brasil. Para que isso aconteça, a interiorização das ações é fundamental. Esse movimento busca que as cabeças pensantes continuem enraizadas nos seus locais e que as vocações regionais possam ser priorizadas e valorizadas”, afirmou.

O coordenador do Núcleo de Economia da Federação, Cézar Andrade, destacou a função do NAC. “Somos a ponte entre os empresários, a Finep, as consultorias e os bancos. Nosso papel é justamente intermediar esse contato para que as empresas tenham acesso ao crédito facilitado”, explicou.

O diretor regional da FIEPE, João Bezerra, ressaltou a dificuldade historicamente enfrentada pelos empresários. “Com esse evento, esperamos que as indústrias locais ampliem seus conhecimentos sobre os benefícios que estão à sua disposição de forma prática. Esse é um problema muito antigo que precisa de soluções reais”, disse.

O diretor do Centro Acadêmico do Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dilson Cavalcanti, enfatizou a importância da parceria entre o setor produtivo e a universidade. “Esse fundo operava quase exclusivamente no eixo Sul-Sudeste. Só recentemente está acontecendo essa descentralização. Porém, mesmo com esse aumento de 30%, boa parte dos investimentos ainda fica na Região Metropolitana, onde já existe uma cultura consolidada. Precisamos criar no Agreste uma cultura de captação de recursos, em que a universidade, as ICTs e as indústrias consigam construir sinergia”, pontuou.

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