
A reunião deliberativa do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural aconteceu nesta quinta-feira (09), na cidade de Poção, a capital da renda Renascença.
Em um dia histórico para a salvaguarda das tradições pernambucanas, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) aprovou, por unanimidade, o registro da *Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco.*
A consolidação deste importante título ocorreu durante a Reunião Ordinária do conselho, realizada nesta quinta-feira (09) no município de Poção, Agreste do estado — território amplamente reconhecido e consagrado como a “Capital da Renda Renascença”.
A votação contou com o parecer favorável de 100% dos conselheiros presentes, que endossaram o valor histórico, social e econômico do ofício repassado de geração em geração pelas mãos das rendeiras da região. O encontro de deliberação também contou com o prestígio e o acolhimento de autoridades municipais de Poção, que celebraram a conquista junto à comitiva estadual.
“A relevância deste registro da renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco vai muito além do reconhecimento! É sobre valorizar uma arte que é passada de geração em geração, que foi e continua sendo um dos principais pilares econômicos e de sustento financeiro de Poção, transformando a realidade das famílias, tanto na área urbana, quanto na zona rural do nosso município!”, afirma o coordenador da Comissão de Estudo do Saber Fazer da Renda Renascença e
autor deste pedido, Lindenberg Filho.
O reconhecimento da Renda Renascença como patrimônio imaterial eleva o status desta arte ancestral, garantindo políticas públicas direcionadas à preservação do saber, ao fomento da produção artesanal e à valorização dos artesãos que sustentam essa tradição viva, que projeta a cultura de Pernambuco para o mundo!
A renda Renascença, que nasceu em Poção, está agora no mesmo nível de reconhecimento de outras manifestações culturais estaduais, como: o Frevo, o Maracatú e a Feira de Caruaru.
“A partir da deliberação do CEPPC, a renda Renascença, cujo berço é Poção, passa a ser reconhecida oficialmente como um patrimônio imaterial, na mesma grandeza e na mesma relevância de tantos outros importantes patrimônios imateriais do território pernambucano, tais como: o frevo, o maracatú e a feira de Caruaru. Demonstrando o olhar e a necessidade de proteção para este bem tão especial para as pessoas detentoras do saber e para a economia criativa da região!” Complementa o presidente da CEPPC, Antiógenes Viana.












