

Em diálogo com a comunidade acadêmica, candidato ao Governo de Pernambuco também enfatizou o papel central da universidade para a implementação exitosa de seu plano estadual da cannabis
O candidato ao Governo de Pernambuco pela Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes (PSOL), participou do Diálogo da UPE com os postulantes ao comando do Palácio do Campo das Princesas, na manhã desta quinta-feira (3). O evento foi realizado na reitoria da Universidade de Pernambuco (UPE).
Um dos principais pontos abordados, a falta de autonomia orçamentária é um problema que acomete a UPE. Esse contexto gera insegurança para a gestão da universidade pela falta de previsibilidade financeira que acarreta. _“Autonomia não pode ser de ‘faz de conta’. Não pode ter autonomia universitária quando a reitora tem que esperar até o final do ciclo orçamentário pra saber quanto vai ter pra gastar no ano que vem, isso é um absurdo!”_, disse Ivan.
O candidato a governador pelo PSOL declarou que, em uma eventual gestão sob seu comando, o estado vai se dedicar, junto à comunidade acadêmica, para encontrar um meio de vincular o orçamento da UPE ao orçamento do estado.
_“A gente vai vincular o orçamento da universidade ao orçamento do estado de Pernambuco porque é preciso que a reitoria tenha capacidade de, junto com a comunidade acadêmica, fazer planos quadrienais, planos decenais, que são impossíveis de fazer quando você não sabe quanto tem pra gastar no mês que vem, especialmente quando tem mudança de governo. Se entra um governador ou uma governadora que não gosta da UPE, acabou-se! No outro dia bota uma placa de ‘vende-se’ e a gente não tem nenhuma segurança sobre a permanência da nossa universidade”_, afirmou Ivan Moraes.
O candidato também defendeu a necessidade de garantir a permanência das pessoas que entram na universidade, a partir da construção de novos restaurantes universitários. Ivan garantiu que, em seu governo, a gestão estadual vai assegurar que cada estudante da UPE tenha _“não apenas a condição de se alimentar no restaurante universitário na maior parte dos campi, começando pelos que mais precisam, mas fazer com que o alimento que é comprado no campus universitário seja comprado da agricultura familiar.”_
No diálogo, Ivan também defendeu a valorização de professores e professoras como um meio de dar mais autonomia à UPE. Considerado o topo da carreira universitária, o cargo de Professor Titular já está presente em diversas instituições de ensino superior federais e estaduais. Até o momento, a carreira docente da Universidade de Pernambuco só permite a progressão até o patamar de professor associado, que é inferior ao posto de professor titular.
Durante o encontro, Ivan ouviu os desejos e necessidades dos(as) estudantes e dos membros que compõem a reitoria da universidade. Em seguida, o candidato declarou seu compromisso com a criação do cargo de Professor Titular, com as políticas de apoio à permanência estudantil e com a revisão dos critérios de promoção na instituição ainda no primeiro mês do seu mandato, caso seja eleito.
_“Eu sei que já teve um grupo de trabalho, e a gente tem que sair daquilo que se diz que quando você não quer resolver um problema, você monta um grupo de trabalho. O relatório do grupo de trabalho é excelente, ele já gerou minutas de decretos que só precisam ser assinadas, então [se for] por falta de uma canetada, eu, em janeiro, já pego essa caneta aqui e já assino. Não vai ser por isso que a gente vai deixar de ter uma universidade minimamente contemporânea [comparada] com as outras universidades.”_
*“A UPE é uma das principais aliadas pra esse Pernambuco que eu desejo”*
Ivan Moraes também explicitou que, para colocar em prática tudo o que ele planejou no seu programa de governo, ter uma universidade pública, interiorizada e de qualidade, como é a UPE, é primordial.
_“A UPE é uma das principais aliadas pra esse Pernambuco que eu desejo (…) Vamos precisar muito da Universidade de Pernambuco, por exemplo, pra gente implementar o plano estadual da cannabis, porque vocês tão no estado inteiro! Tem gente de engenharia, tem gente de logística, tem gente de nutrição, tem gente de biomédicas que vai ajudar a gente a implementar esse programa, inclusive tendo um ambulatório que trate usando medicamentos à base de cannabis que a gente não produz! O Brasil, hoje, importa as flores de cannabis que a gente usa pra fazer remédio aqui. É como se a gente tivesse importando macaxeira pra fazer farinha!”
Fotos: Ingrid Veloso












