Miguel Coelho abre mão da disputa ao Senado e consolida unidade no palanque de Raquel Lyra

Publicidade
Publicidade

O presidente estadual do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, anunciou que retirou sua pré-candidatura ao Senado Federal após uma reunião com a governadora Raquel Lyra (PSD), realizada na noite da última sexta-feira. A decisão encerra semanas de articulações em torno da composição da chapa majoritária governista.

Ao comunicar sua decisão nas redes sociais, Miguel reforçou que a prioridade do União Brasil sempre foi a reeleição de Raquel Lyra e da vice-governadora Priscila Krause, destacando que o partido permanecerá alinhado ao projeto político liderado pela governadora.

“Sempre defendi que o projeto prioritário é o projeto de reeleição de Raquel e de Priscila, e que, independentemente de quem fossem os candidatos escolhidos, estaríamos ao lado dela porque acreditamos no trabalho que ela iniciou em 2023 e vem dando continuidade até agora”, afirmou.

Com a retirada da candidatura, o União Brasil mantém sua convenção estadual, mas sem o ato de homologação do nome de Miguel para o Senado. A legenda seguirá integrando a base política que sustentará a campanha de reeleição da governadora.

Durante a reunião, Raquel Lyra informou a Miguel Coelho que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) será o nome escolhido para disputar a única vaga ao Senado na chapa governista, decisão que deverá ser oficializada na convenção deste domingo.

A definição coloca um ponto final em um processo marcado por intensas negociações nos bastidores. Nas últimas semanas, a governadora trabalhou para viabilizar a candidatura de Miguel Coelho, chegando a dialogar com os presidentes nacionais do PP, senador Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda, em busca de um entendimento dentro da Federação União Progressista.

Raquel também levou o tema aos deputados estaduais e prefeitos do PP, argumentando que Eduardo da Fonte teria recusado convites anteriores para integrar a chapa. Entretanto, a permanência da pré-candidatura do parlamentar, somada ao peso político da federação e à importância do maior tempo de rádio e televisão no horário eleitoral, acabou definindo a composição final da aliança governista.

Ao retirar seu nome da disputa, Miguel Coelho reafirma o compromisso do União Brasil com a manutenção da unidade da base e fortalece o discurso de coesão em torno da candidatura à reeleição de Raquel Lyra.

Publicidade