
Dados coletados pelo IBGE e filtrados pela Condepe/Fidem apontam crescimento expressivo da economia estadual na produção industrial, no comércio varejista ampliado e no setor de serviços
Os índices setoriais conjunturais da economia de Pernambuco referentes ao último mês de julho foram divulgados pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). Os dados foram coletados e publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e correspondem aos indicadores mensais da Produção Física Industrial, Comércio Varejista Ampliado, Volume de Serviços e Atividades Turísticas, além dos números trimestrais da Produção de Ovos de Galinha, de Leite e Abate de Animais. Os resultados apresentam o desempenho da economia pernambucana em comparação com os demais estados brasileiros e com os indicadores nacionais e regionais, oferecendo um diagnóstico do momento atravessado pelo estado em pilares econômicos variados.
Índices Mensais
Na produção da indústria pernambucana, o estado apresentou um avanço de 1,2% na comparação direta com julho de 2025. O resultado positivo, além de catapultar o setor industrial local, concretizou Pernambuco como o único estado do Nordeste a apresentar variação positiva no período. O número também ficou acima do desempenho nacional, que apresentou recuo de 0,5%.
Já no período de janeiro a julho de 2026, a indústria estadual avançou 16,5%, alcançando o segundo maior crescimento entre os estados pesquisados (do Espírito Santo, que obteve 19,3%). O resultado estadual superou a média nacional de 1,1% e contrastou com o desempenho de relativa estabilidade do Nordeste, que apresentou variação de 0,1% em virtude dos baixos números registrados pelo Ceará (-3,2%) e pela Bahia (-4,9%). Na comparação acumulada em 12 meses, Pernambuco registrou crescimento de 10% na produção industrial, novamente ocupando a segunda posição nacional. O índice do Brasil avançou 0,6%, enquanto a indústria nordestina apresentou variação de 0,1%.
No comércio varejista ampliado, Pernambuco apresentou crescimento de 6,1% nas vendas em julho de 2026 em uma comparação direta com julho do ano passado. O resultado colocou o estado entre os destaques do Nordeste, desempenhando melhor do que os estados vizinhos da Bahia (que registrou alta de 5,2%) e do Ceará (com um avanço de 2,4%). O índice pernambucano também obteve resultado obtido na variação acumulada no ano contra o mesmo período do ano anterior (impulso de 9,2%) e na variação acumulada em 12 meses contra os 12 meses anteriores (5,1%).
Detalhando o setor de serviços, Pernambuco registrou uma estabilidade de 0,3% em julho na comparação com o mês imediatamente anterior (junho). O resultado acompanhou o movimento de crescimento observado em parte dos estados nordestinos, como Piauí (com 2,9%), Paraíba (com 1,3%) e Ceará (com 0,7%). No cenário nacional, o volume de serviços apresentou uma estagnação (0%).
No comparativo do índice acumulado em 12 meses com igual período anterior, o volume de serviços em Pernambuco apresentou crescimento de 0,2%. Esse desempenho rendeu ao estado a vice-liderança entre as três maiores economias do Nordeste, com a Bahia registrando um avanço de 0,7% e o Ceará uma retração de 1,5%.
“A economia pernambucana apresenta crescimento contínuo e vem se consolidando como uma das principais do cenário brasileiro. Os desempenhos positivos do comércio varejista e da produção industrial reforçam o fortalecimento da economia pernambucana, com resultados favoráveis nos períodos analisados. Cada um desses indicadores mostra que Pernambuco está diversificando e fortalecendo a sua matriz econômica e se destacando em todos os cenários”, pontua a diretora de Estudos, Pesquisas e Estatística da Condepe/Fidem, Heloísa Renatha.
Índices trimestrais
A produção nacional de leite cresceu 1% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Nesse espaço de tempo, a expansão do setor no Nordeste foi de 2,7%, impulsionada pelo desempenho dos estados de Sergipe (8,7%), Pernambuco (3,1%) e Ceará (2,6%). No levantamento sobre a quantidade de leite cru adquirido, a região respondeu por 9,6% do total nacional. Pernambuco e Ceará mantiveram participações estáveis na produção regional, com 13,6% e 20,4%, respectivamente. Juntas, as três maiores economias da região concentraram 57,5% da quantidade de leite adquirida no Nordeste.
Pernambuco permaneceu como o maior produtor de ovos de galinha do Nordeste, com crescimento de 2,7% no segundo trimestre de 2026. A participação pernambucana na produção regional também aumentou, passando de 36% para 36,3%. No conjunto da região, a produção avançou 1,8%, apesar dos resultados negativos registrados no Ceará (-8,9%) e na Bahia (-1,3%). A produção nordestina representou 18,3% da quantidade de ovos produzida no Brasil, um avanço de cerca de 0,1%.
No abate geral de animais, Pernambuco registrou um crescimento de 6,8% no abate de bovinos, acima do índice nacional (1,3%) e do Nordeste (1,6%). No grupo dos suínos, o estado cravou o terceiro maior aumento entre as unidades federativas nordestinas, com um salto de 13,2%. Pernambuco performou apenas atrás do Rio Grande do Norte (com um avanço de 78,6%) e Piauí (com 32,1%). Por fim, a economia estadual apresentou estagnação no abate de frangos.
Compilação por parte da Condepe/Fidem
A Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) reúne e divulga os dados referentes aos índices setoriais da economia pernambucana com base nos indicadores nacionais publicados pelo IBGE. As informações permitem acompanhar o desempenho dos setores industrial, comercial e de serviços, contribuindo para a análise da conjuntura econômica estadual, regional e nacional.
Para conferir todos os dados detalhadamente, acesse a aba ‘Estudos e Estatística’ no site da Agência Condepe/Fidem.











