Fotos: Elvis Edson
Visitantes aproveitaram a sexta-feira (26) para conhecer atrações, revisitar espaços e criar novas lembranças na Capital do Forró.

Ao som de “Adeus minha Rosa, adeus meu amor, até para o ano se nós vivo for…”, uma das canções mais emblemáticas do repertório de Azulão começava a ecoar pela Estação Ferroviária. A música, que há décadas embala os momentos de despedida dos festejos juninos, parecia anunciar o fim de mais um ciclo. Mas bastava olhar ao redor para perceber que, em Caruaru, nem todo mundo estava pronto para dizer adeus.
Na noite desta sexta-feira (26), os corredores da Estação estavam tomados por pessoas que seguiam chegando para aproveitar a festa. Algumas voltavam por várias vezes ao longo do mês. Outras ainda viviam o São João de 2026 pela primeira vez. Em comum, todas compartilhavam a mesma vontade: aproveitar cada minuto antes que junho se despedisse.
Foi o caso de Abelardo Neto. Depois de passar praticamente todo o mês em casa, ele decidiu que não poderia deixar o mês terminar sem fazer ao menos uma visita. “Quase que eu não vinha, mas não podia deixar de prestigiar um pouquinho. Como sempre, está muito bonito. Vale a pena para quem é daqui e para quem é de fora acompanhar e ver como estão as coisas. Quero dar uma passadinha por tudo, comer alguma coisa, porque ninguém é de ferro, e aproveitar um pouco mais por aqui, que é mais tranquilo e faz mais o meu estilo”, contou.
Para outros visitantes, o encanto está justamente nos detalhes que fazem a festa junina se reinventar sem perder sua essência. É o caso de Júnior Santos, de Pombos. “Todo ano eu gosto muito da identidade visual e de como ela muda. Também gosto do empenho para trazer não só um São João mais novo, mais atualizado, mas também um São João mais clássico, mais cultural. Às vezes eu venho e nem assisto aos shows. Venho para ver os museus, as exposições e depois volto para casa. É isso que eu mais gosto”, afirmou.
E talvez seja essa uma das explicações para o movimento intenso que toma conta da Estação Ferroviária, o desejo de viver mais um pouco aquilo que só acontece em junho. E já que a música de Azulão insiste em lembrar que a despedida está próxima, a multidão parece responder de outra forma. Entre os corredores lotados, as conversas animadas e os espaços ocupados por famílias, turistas e caruaruenses, o sentimento predominante ainda não é de fim, porque antes da saudade chegar, ainda há uma festa inteira para ser vivida.














