
Programação do sábado (29) começou com o grupo Maracatu Nação Pernambuco seguido pelas bandas Eddie, Nação Zumbi, Os Paralamas do Sucesso e BaianaSystem no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga

A noite deste sábado (29) no Palco Pernambuco Meu País, em Caruaru, foi marcada por sonoridades que dialogam com a cena alternativa e atravessam diferentes momentos da música brasileira. Na penúltima noite de programação da terceira edição do festival, e já na última cidade da circulação, o público encontrou no palco um percurso musical que passou pelo Original Olinda Style, mergulhou nas raízes e na permanência do manguebeat, revisitou clássicos do rock nacional e desembocou na pulsação contemporânea da música baiana. Em comum entre as quatro atrações, a capacidade de transformar referências diversas em linguagem própria, fazendo da noite um encontro entre memória, experimentação e força de palco.
Abrindo tradicionalmente a programação com cultura popular, o Maracatu Nação Pernambuco subiu ao palco em uma apresentação cheia de referências da identidade pernambucana. Em seguida, a Banda Eddie levou para o Palco Pernambuco Meu País a identidade sonora construída ao longo de quase quatro décadas de trajetória. O repertório percorreu sucessos do “Original Olinda Style”, trabalho que ajudou a definir a personalidade musical do grupo olindense, combinando rock, frevo, reggae, ska e outras referências da cultura urbana de Pernambuco, e também incorporou músicas de “Noturna”, 11º álbum de estúdio da banda, lançado em agosto deste ano. O novo trabalho amplia a mistura característica do grupo com elementos latino-americanos, como cumbia, salsa e bolero, sem abandonar a crueza do rock e a relação com a cultura popular que atravessa sua obra.
Na sequência, a Nação Zumbi aprofundou a atmosfera da noite com uma apresentação que colocou em primeiro plano uma trajetória fundamental para compreender a música brasileira contemporânea. A banda revisitou músicas de diferentes momentos de sua história, incluindo repertório construído ainda na época de Chico Science & Nação Zumbi, quando o grupo ajudou a inaugurar uma nova possibilidade de criação a partir do encontro entre rock, maracatu, hip-hop, música eletrônica e tradições populares pernambucanas.
Depois da imersão no manguebeat, Os Paralamas do Sucesso fizeram o público atravessar décadas da história do rock brasileiro. Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone apresentaram uma seleção de clássicos que fazem parte da memória afetiva de diferentes gerações, em um show conduzido por sucessos que há décadas permanecem reconhecíveis nas primeiras notas. Músicas como “Meu Erro”, “Lanterna dos Afogados” e “Aonde Quer Que Eu Vá” ajudaram a construir um dos momentos de maior participação da plateia, ao lado de canções do trabalho mais recente da banda.
Fechando a sequência de grandes apresentações, a BaianaSystem levou ao Palco Pernambuco Meu País a energia da música baiana contemporânea, em uma apresentação que ampliou ainda mais a diversidade sonora da noite. O grupo transformou o espaço em uma verdadeira roda cruzando guitarra baiana, percussões, bases eletrônicas e referências afro-brasileiras em uma linguagem construída para o encontro com o público.
Neste domingo (30), o palco recebe a Banda de Pífanos Zé do Estado, Farra dos Poetas, Santanna O Cantador, O Grande Encontro, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, e Calcinha Preta. A programação marcará o encerramento da terceira edição do Festival Pernambuco Meu País.












