Copa do Mundo reacende debate sobre aumento da violência contra mulheres em dias de jogos

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Com o início da Copa do Mundo de 2026, especialistas alertam para um fenômeno que se repete em grandes competições esportivas: o aumento dos registros de violência contra mulheres em dias de jogos. O alerta, no entanto, vem acompanhado de um esclarecimento importante: o futebol não é o culpado pela violência.

Estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e do Instituto Avon mostram que partidas de futebol podem atuar como um catalisador para comportamentos agressivos já existentes, especialmente em contextos marcados pelo machismo, pela desigualdade de gênero e pelo controle exercido por homens sobre suas parceiras.

A pesquisa identificou aumento de 20,8% nos registros de lesão corporal dolosa contra mulheres em dias de jogos. Quando o time joga em casa, o crescimento chega a 25,9%. A maioria dos agressores é composta por companheiros e ex-companheiros das vítimas.

Especialistas defendem que períodos de grandes eventos esportivos sejam também momentos de reforço das campanhas de prevenção, divulgação dos canais de denúncia e fortalecimento das redes de proteção às mulheres.

Sugestão de entrevistada:
*Juliana Gouveia* – historiadora, mestre em Direitos Humanos, pesquisadora das relações de gênero, ex-Secretária da Mulher de Caruaru e ex-Secretária da Mulher de Pernambuco.

*Pontos para entrevista:*
• Por que o futebol não pode ser apontado como causa da violência?
• O que explica o aumento dos casos em dias de jogos?
• Como o machismo e a cultura patriarcal influenciam esse comportamento?
• Qual o perfil dos agressores identificado nas pesquisas?
• Como familiares, amigos e vizinhos podem ajudar a identificar sinais de violência?
• Quais canais de denúncia e proteção estão disponíveis para as mulheres?
• Como campanhas de conscientização podem ser fortalecidas durante grandes eventos esportivos?

Contato: Sharon Baptista – _Assessoria de Comunicação_ (81) 99611-9113

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