Mauricio Rands defende proteção da identidade cultural diante dos avanços da inteligência artificial

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Professor destaca a necessidade de conciliar inovação tecnológica com preservação da memória e do patrimônio cultural

Os impactos da inteligência artificial sobre a cultura, a memória e a forma como as novas gerações terão acesso ao patrimônio histórico estiveram no centro do Diálogos IDG, realizado nessa segunda-feira (17), no Paço do Frevo, no Recife. O advogado, professor e candidato a deputado federal Maurício Rands participou do encontro que integrou as comemorações pelos 25 anos do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e marcou o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. No evento, estavam presentes artistas da cena local, como Lenine, Marrom Brasileiro e Maestro Spok.

“A inteligência artificial abre possibilidades extraordinárias de acesso ao conhecimento, produção e difusão cultural. O desafio é fazer com que essas ferramentas ampliem a diversidade em vez de produzir uma cultura cada vez mais homogênea. A tecnologia precisa nos ajudar a preservar nossa memória, nossas expressões populares e a identidade das nossas comunidades, e não torná-las invisíveis”, afirma.

A preocupação com a preservação da identidade cultural já esteve presente na atuação parlamentar de Rands. Como deputado federal, foi autor do projeto que proclamou Olinda Capital Simbólica do Brasil, posteriormente transformado na Lei nº 12.286/2010. Na justificativa da proposta, destacou a contribuição histórica de Olinda para a formação política e cultural brasileira.

Rands também apresentou o projeto que propôs elevar o Recife à condição de monumento nacional. Na iniciativa, ressaltou a diversidade cultural resultante da presença de povos indígenas, africanos, portugueses e holandeses na formação da cidade, além do patrimônio arquitetônico e artístico construído ao longo dos séculos. O projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

“Preservar patrimônio não significa simplesmente olhar para o passado. É garantir que aquilo que nos identifica continue chegando às próximas gerações. Pernambuco tem uma diversidade cultural extraordinária, construída pelo frevo, pelo maracatu, pela ciranda, pelos caboclinhos e por tantas manifestações populares. Precisamos usar a tecnologia para ampliar o acesso a essa riqueza, sem permitir que ela apague aquilo que nos torna únicos”, acrescenta Rands.

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