Contadora especializada em tributos, Azenate Xavier orienta comerciantes, prestadores de serviço e pequenos empresários a aproveitarem 2026 para organizar notas fiscais, preços e controles antes da nova fase da Reforma Tributária
O fim do primeiro semestre de 2026 acende um alerta para quem tem pequeno negócio: a Reforma Tributária já começou a sair do papel e, mesmo sem grandes mudanças imediatas no bolso do consumidor, este é o momento de organização para empresas que vendem produtos ou prestam serviços. A partir deste ano, as notas fiscais começam a se adaptar ao novo modelo de cobrança de impostos no Brasil. Na prática, isso significa que empresas precisam ficar atentas ao sistema usado para emitir notas, ao cadastro correto dos produtos e serviços, à formação de preços e ao controle dos custos.
Para Azenate Xavier, contadora especializada em tributação, o principal erro do pequeno empresário é achar que a Reforma Tributária só precisa ser entendida quando os novos impostos começarem a ser cobrados de forma mais efetiva. “Quem tem comércio, presta serviço ou trabalha como pequeno empresário precisa aproveitar esse período para revisar seus controles, conversar com o contador e entender se a empresa está preparada para as mudanças que vêm pela frente”, explica.
Segundo Azenate, muitos empresários ainda não perceberam que a mudança também pode afetar a rotina do negócio, a emissão de notas fiscais, a relação com fornecedores e a forma como o preço final é calculado. “Não adianta olhar só para o imposto, o empresário precisa saber quanto custa comprar, quanto custa vender, quanto sobra no fim da operação e se o preço praticado realmente cobre todas as despesas. A Reforma Tributária torna essa organização ainda mais necessária”, afirma.
A orientação vale especialmente para pequenos comércios, mercadinhos, restaurantes, salões de beleza, lojas de roupas, prestadores de serviço, distribuidoras e negócios familiares que muitas vezes funcionam no dia a dia sem controle detalhado de custos, margem de lucro e estoque. De acordo com a contadora, um dos primeiros passos é verificar se o sistema de emissão de nota fiscal está atualizado e se os produtos ou serviços vendidos estão cadastrados corretamente.
“Às vezes, o empresário vende há anos do mesmo jeito e nunca parou para revisar o cadastro dos produtos, a nota fiscal ou a forma como calcula o preço. O problema é que, com a mudança nas regras, esse improviso pode custar caro”, alerta Azenate Xavier.
Outro ponto importante é a formação de preços. A contadora explica que muitos pequenos negócios ainda reajustam valores apenas copiando a concorrência ou aplicando um percentual sobre o preço de compra, sem considerar despesas fixas, impostos, taxas, aluguel, energia, folha de pagamento e margem de lucro. “Se o empresário não sabe quanto realmente custa manter o negócio funcionando, ele pode vender muito e ainda assim ter prejuízo, e a Reforma Tributária aumenta a necessidade de clareza sobre esses números”, destaca.
Na avaliação da contadora Azenate Xavier, o segundo semestre deve ser usado pelos pequenos negócios como um período de revisão. A recomendação é conversar com o contador, conferir o sistema de notas, organizar documentos, revisar preços e acompanhar as próximas etapas da Reforma Tributária. “Quem deixar para se preparar apenas quando a mudança estiver batendo na porta pode ter dificuldade para corrigir processos, ajustar preços e manter a saúde financeira da empresa”, conclui Azenate.
Sobre Azenate Xavier
Azenate Xavier é contadora, especialista em planejamento tributário e empresária contábil, e há mais de 15 anos comanda a Azenate Soluções Contábeis, escritório localizado em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Pós-graduada em Contabilidade para Negócios Empresariais pela UFPE e com MBA em Gestão Financeira, Contábil e Controladoria pelo CEDEPE.














